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CRIS HERRMANN FALA À L’OFFICIEL SOBRE INFÂNCIA, CARREIRA E MODA

CRIS HERRMANN FALA À L’OFFICIEL SOBRE INFÂNCIA, CARREIRA E MODA
Publicado em 18 de agosto de 2014 por Ágata Fidelis | Comente!
Ícone fashion dentro e fora das passarelas, ela é a preferida dos diretores de castings internacionais

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cris-herrmannAos 24 anos ela é considerada um ícone fashion dentro e fora das passarelas, e está entre as queridinhas dos principais diretores de castings internacionais. De quem estamos falando? Da bela Cris Herrmann, um dos nomes mais festejados entre as modelos brasileiras da atualidade.

Cris causou frisson no mundinho fashion após ser escolhida para abrir e fechar o desfile de inverno 2013 da Céline, em Paris. Depois disso, ela estampou capa e recheio de revistas de peso, marcando presença também em inúmeros desfiles nas principais temporadas internacionais.

Quem pensa que a fama e o sucesso transformaram a menina que saiu da pequenina cidade de Crissiumal, encravada no interior do Rio Grande do Sul, está certo. Cris, que nunca havia saído de sua terra natal, onde trabalhava na lavoura com seus pais agricultores, e que nada entendia de moda, já rodou o mundo a trabalho e seus looks sofisticados atraem os cliques dos principais fotógrafos de street style all around the world. Mas quem pensa que a fama subiu à cabeça da modelo, se engana. A top é uma das figuras mais queridas e doces de que temos notícia neste mundo de egos inflados que é o da moda, e com suas caras e bocas de menina sapeca, conquista tudo e todos por onde passa.

Confira abaixo a entrevista exclusiva que Cris Herrmann concedeu à L’Officiel Brasil.

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A modelo faz caras e bocas no backstage dos desfiles da Ellus, Coca-Cola Jeans e Patrícia Vieira.

Quem te inspira na hora de montar seus looks?
O mundo me inspira. As pessoas, o street style, os livros, revistas, as diversas culturas, Nova York, Londres, Paris… Mas acho que principalmente as mulheres parisienses, básicas, mas sempre muito elegantes e charmosas.

Você tem uma marca preferida?
Não tenho uma marca preferida. Gosto de muita coisa e de misturar. Gosto de Acne, Celine, Chloé, SL, Balenciaga, e várias outras, assim como os meus achados de brechó.

Qual a sua visão sobre o mundo da moda?
Na minha opinião é um trabalho como outro qualquer. Claro que tem muitas vantagens. Uma delas é o fato de eu conhecer grande parte do mundo por causa da minha profissão. Mas não é só isso. Também existe muito trabalho, foco e dedicação. São dias, meses e anos para se obter o resultado desejado. E muitas pessoas envolvidas por trás de tudo isso. Conheço muita gente que não tem a mínima ideia de como esse mercado funciona, acham que é só dinheiro, fama, glamour. Por isso é um posto tão invejado. Mas quando você realmente conhece o que está por trás de tudo, você entende que não é bem assim. Não é fácil, mas é bom!

Cite 2 trabalhos inesquecíveis.
Os desfiles da Céline e Calvin Klein, desfiles que eu almejava muito fazer.

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Cris desfilando para a Céline, Empório Armani e Calvin Klein, alguns de seus trabalhos mais marcantes.
Fale um pouco sobre o seu gosto musical. Que bandas ou cantores te comovem e te inspiram?
Sempre gostei muito de rock, rock de todos os tipos… Do clássico, ao metal. Mas gosto de outras coisas, como Tim Maia, Bossa Nova, samba de raiz, folk music, jazz e blues. Neste momento estou viciada num cantor Australiano chamado Chet Faker, mas, um cantor que vai me inspirar por toda a vida é Muddy Waters. Não vivo sem musica nem por um dia. As músicas que a gente ouve fazem a trilha sonora da nossa vida, e dizem quem somos.

Quando viaja a trabalho, consegue tempo para se divertir? O que gosta de fazer nos momentos de lazer?
Faço muitas viagens a trabalho por 2 ou 3 dias. Quando é algum pais ou cidade que nunca fui antes, sempre dou um jeito de conhecer alguns pontos turísticos. Quando tenho mais tempo, vou a museus, galerias, cinemas… Gosto de passear pelas ruas e observar a arquitetura e a cultura das local. Gosto muito de gastronomia e de conhecer novos sabores, por isso nunca deixo de ir a um bom restaurante e provar a culinária local, acompanhada de um bom vinho.

Fale um pouco da sua relação com a sua cidade, Crissiumal, sua família e sua infância.
Nos últimos tempos tenho visitado minha família em cada vez menos. Sinto muita saudade, assim como eles de mim. Estive lá na semana passada e foi muito bom. Sempre volto renovada. Minha irmã me pede pra voltar a morar lá, mas, ao mesmo tempo, ela entende que agora é a hora de correr atrás das minhas coisas. Minha infância foi a melhor que qualquer criança poderia ter. Cresci no meio do mato, como um bichinho. Passava tardes inteiras brincado em cima das árvores, no meio do mato ou no rio. Mas a vida não era só brincadeira, meus pais me levavam pra roça desde pequena e sempre tive que ajudar eles nas colheitas, a alimentar os animais e atá ordenhar as vacas.

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Seu estilo sofisticado atrai os cliques dos principais fotógrafos de street style em todo o mundo. Fotos: Reprodução
Em uma outra conversa você me falou que tem um momento em que precisa parar, largar tudo e voltar às suas origens para se reabastecer de energias. Fale um pouco sobre esse momento.
Passo o tempo com o meu sobrinho de 11 anos, minha irmã… Desligo minha mente do resto do mundo. Leio muito. Fico sendo mimada 24hs pela minha mãe. Ela fala: “minha filha como você está magra”, e cozinha várias coisas gostosas pra mim. Nunca adianta eu falar que não posso comer isso ou aquilo. Mãe né!? Não tem coisa melhor que passar as tardes de inverno tomando chimarrão e papeando. São coisas simples, uma vida simples, com pessoas simples, que no final, fazem toda a diferença, porque eu não tenho isso em nenhum outro lugar do mundo. Às vezes, quando já estou muito tempo longe e lembro, dá um aperto, uma vontade de enorme de estar lá.

Uma viagem inesquecível?
Tokyo. Minha primeira viajem para fora do Brasil. Um choque cultural, um lugar maravilhoso que todo mundo deveria conhecer. É mágico!

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Do 44 ao 62: confira padrões de uma plus size no Brasil (Site Terra)

Padrões de plus size dividem opiniões, porém, ter medidas equilibradas é uma exigência unânime

No último mês de julho, a australiana Robyn Lawley gerou polêmica ao postar uma foto sem retoques no Instagram. Os internautas questionavam as medidas da modelo, que nem de longe parecia se enquadrar na categoria plus size – pela qual ficou conhecida.

No Brasil, os padrões que permeiam este nicho do mercado da moda, por vezes, também são questionáveis. Afinal, que medidas definem uma modelo plus size?

A plus size americana Tara Lynn é agenciada pela Ford

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Já para Adilton Amaral, da empresa Haz Editora, que faz eventos nesta área, a maioria das grifes prefere a modelo de manequim 48. “Ou seja, o meio termo não é a ‘falsa magra’, mas também não se trata de uma gordinha muito grande, que suscite a apologia à obesidade. As medidas mais solicitadas seriam entre 110 e 116 de busto, entre 90 e 95 de cintura, entre 115 e 121 de quadril.”

Ele explica que o essencial é que a modelo tenha um corpo proporcional. “No caso de editoriais e catálogos, a altura não é um fator relevante. Modelos abaixo de 1,70m de altura são selecionadas sem problema. Já para desfiles e outros eventos de exposição ao público, as grifes preferem modelos mais altas.”

No entanto na Ford Models, que tem apenas cinco modelos no seu casting de plus size, as exigências são um pouco maiores. Patricia Gabriel, booker do departamento comercial da agência, conta que o padrão da casa vai do 44 ao 46. “Não é qualquer mulher que está acima do peso que pode ser considerada plus size, assim como não é qualquer pessoa magra que pode ser modelo”, ressalta.

Ela afirma que enquanto a média das tops regulares é de 90 cm de quadril, manequim 38, 60 de cintura e 88 de busto, as plus size geralmente têm cerca de 110 de quadril, manequim 44, 72 de cintura e 95 de busto. “A plus size é harmônica, é grande inteira. É apenas fora dos padrões, mas também não tem celulite aparente, tem a pele bem cuidada”.

Mercado em ascensão
Fora do País, o mercado mais forte dentro deste segmento ainda são os Estados Unidos, observa a Patrícia. Ela acredita que segmento tem força por conta da cultura alimentar e também por ter pessoas mais consumistas, que acabam impulsionando o surgimento de novos nichos.

Patricia firma que o padrão por lá é um pouco maior, girando em torno do manequim 48. Por esse motivo, ela observa que o caso de Robyn pode ser interpretado justamente pelas variações nas exigências de cada região e mercado. “Às vezes, só pelo fato de uma modelo ter uma das medidas maiores do que o padrão, como o busto, por exemplo, já pode ser considerada plus size”, analisa.
Adilton reforça. “Toda modelo que, visualmente, não é magra, pode ser considerada plus size, já que ela não seria escalada para participar de um desfile convencional. Atualmente as pessoas têm se assustado ao ver mulheres apenas com alguns quilos a mais, as tais ‘falsas magras’, sendo consideradas plus size. E isso choca, pois a ideia preconcebida é de que a plus size precisa ser uma gordinha com muito volume corporal”, pontua.

Ele afirma que isso acontece porque, diferente das modelos magras, que giram em torno de medidas bem restritas, as modelos plus size não têm um biótipo único. “Essa é a grande dificuldade da indústria da moda, atender a muitos perfis diferentes de mulheres que usam a partir do tamanho G. Há quem tenha mais busto, mais ombros, mais culote. Cada plus size tem suas próprias características”, reforça.

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A plus size Fernanda Machado (Ford Models) posou usando lingerie preta

Para além das medidas, conhecer os próprios atributos também é fundamental para atuar na área. “Parece óbvio, mas é comum que a modelo plus size não saiba o que precisa valorizar na sua silhueta, e aquilo que precisa disfarçar. Quando a modelo passa a ter domínio do seu biotipo, ela se apresenta com mais segurança e atitude”, diz Adilton.

Corpo em dia
A modelo Bruna Gonçales, 26, é agenciada pela Ford e trabalha no segmento há cerca de 5 anos. Ela cita Robyn como uma de suas referências. “A Robyn sempre orgulhou o segmento, ela me encanta. Sempre a vi respeitando seu corpo e seus limites. Ela de fato não é gorda, mas é uma mulher grande. Se a moda é segmentada e a ela está nas medidas de uma manequim plus, ela é plus size e ponto”, afirma.

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Tara Lynn, americana que faz parte da mesma agência, é outra fonte de inspiração. “Quando conheci o trabalho da Tara e percebi que ela, assim como eu, era curvilínea e vestia manequim 46, eu entendi que não importa muito o número na etiqueta da sua calça”, diz.

No entanto, os cuidados com o corpo seguem a rigidez de uma modelo padrão. Bruna se pesa duas vezes por semana mas, segundo ela, “mais para me observar do que para me arbitrar”. “Não basta só vestir acima do tamanho 44, assim como não basta para ser modelo convencional ser alta e magra”, reforça.

Bruna corre quatro vezes por semana e também pratica pilates. Apesar de gostar de cozinhar e de comer, segue uma dieta. “Mensuro quantidades e observo o que estou comendo. Tento não entrar no automático e comer simplesmente por comer.”

Ela conta ainda que é casada com um atleta medalhista olímpico e, com isso, a atenção com a alimentação é redobrada. Ela acrescenta na dieta frutas e legumes orgânicos, grãos integrais e carnes magras.

A modelo vê o mercado com esperança. “Vejo a consumidora encontrar um produto que ela se identifica e não comprando simplesmente porque ‘tem do seu tamanho’. É um movimento novo, mas com consumidores exigentes, opiniões formadas e vontade de encontrar o produto exatamente como o desejam. Isso é positivo!”, vibra.

Para quem pretende buscar um espaço na área, ela recomenda dedicação, estudo e atitude. “Uma coisa importante é não se colocar como desfavorecido. Representamos sim uma fatia forte do mercado e merecemos nos valorizar”, conclui.

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Diego Fragoso, em fotos de Brent Chua, no editorial “Running Up That Hill” da edição de número 05 da revista JÓN.

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HENRIQUE HANSMANN PARA MADE IN BRAZIL POR CRISTIANO MADUREIRA

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Cris Herrmann para Lilly Sarti

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